Livro – Psicodinâmica das Cores em Comunicação

Livro – Psicodinâmica das Cores em Comunicação

psico_coresMês passado tive em minhas mãos, pela segunda vez, o livro Psicodinâmica das Cores em Comunicação de Modesto Farina, Clotilde Perez e Dorinho Bastos (editora Blucher). Um dos livros que são referência nas universidades de comunicação e design de todo país quando se estuda a cor, sua influência e seu comportamento em nosso meio. Meu primeiro contato com o livro foi durante o curso de design, na faculdade, mas na época não pude terminar de lê-lo.
Não é fácil encontrar conteúdo sobre o tema na web, às vezes se vê bons textos sobre a denotação das cores mas, aprofundar sobre a sua psicodinâmica, a influência social e cultural apenas com os melhores livros.

Seguem alguns pontos interessantes:

Influência no espaço

As cores escuras aproximam as cores claras afastam.

Em decoração, usava-se no passado, pintar de preto o forro da sala. Ele parece mais baixo e a sala mais acolhedora, pois, se pintarmos as paredes de cores claras, elas “recuarão”, ficando o ambiente mais amplo. (p.16)

A cor na pesquisa científica

Larvas das moscas e dos besouros morrem sobre a influência da luz verde. (…) A luz anilada tem poder analgésico. (p.18)

Processos de visão das cores

A teoria de Young-Helmholtz, que iniciaram a os estudos modernos sobre o assunto, aponta três cones receptores (azul, vermelho e verde) e a sensação da cor se dá pela mescla aditiva de cores. (p.51)
A teoria de Hering trata de três cones de dupla ação, um de sensibilidade azul e amarelo, outro verde e vermelho e um terceiro preto e branco. (p. 52)
Existem outras teorias como a de Ladd Franklin que trata do processo de evolução e “aquisição” da capacidade de enxergar as cores. A de Küppers que supõe um só tipo de cone, além das pesquisas de Goethe e Newton. (p. 53)

Influências Psicológicas

As escolhas das cores se dão por aspectos sociais, fisiológicos e culturais. Estudos realizados pelo psicólogo Bamz (1980) alia o fator idade à preferencia que o indivíduo manifesta em relação a determinada cor. Ao analisarmos cientificamente as preferências, verificamos que o cristalino do olho humano vai se tornando amarelo com o decorrer dos anos. (p. 89)

O psicólogo suíço Max Lüscher, consultor de cores da Volkswagen alemã, afirma que as experiências provam que o vermelho estimula todo o sistema nervoso, eleva a pressão arterial e altera o ritmo cardíaco. O azul puro produz efeito exatamente contrário, diminui o ritmo cardíaco e a respiração. (p. 91)

Etimologia das cores

O vermelho é a cor arquetípica, a primeira de todas as cores. Seu nome vem do latim vermiculus (verme), deste se extrai o escarlate, o carmim, e chamamos a cor de carmesim (do árabe qirmezi). (p. 99)
O laranja tem sua origem na Índia e recebe o nome de narang, levado à Europa por meio das cruzadas recebe o nome de orange em função dos reflexos dourados (do francês, or). Antes dos europeus conhecerem as laranjas usavam o termo vermelho amarelado. (p. 100)
Amarelo deriva do latim amaryllis, o verde do latim viridis, o azul do árabe lázúrd. (p. 101-102)

Para quem ainda não conhece o livro aí vai um preview:

Ronaldo Cordeiro de Toledo Gomes administrator

Nasci em Goiânia, agora radicado em Palmas-TO. Cursei bacharelado em Artes Visuais com habilitação em Design Gráfico pela Universidade Federal de Goiás e hoje sou designer efetivo do Tribunal de Contas do Tocantins.